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Grandes atrizes da Era de Ouro de Hollywood com grande poder revolucionário

Por Ana Lemos/Red. Matriz

De volta aos clássicos, certo? Por que não voltar a 1920, quando se deu início à chamada Era de Ouro de Hollywood? O nome já tem um peso, né? E fica melhor ainda quando você percebe as grandes produções que fazem parte desse movimento histórico para o cinema: grandes sucessos como E o Vento Levou (1939), Cidadão Kane (1941) e Cantando na Chuva (1952) foram lançados nesse período. E grandes estúdios como Warner Bros., Paramount Pictures, 20th Century Fox e muitos outros deram o nome quando o assunto era lançamento, criando hit atrás de hit.

Mas o principal de tudo isso foram os atores e atrizes que participaram desse processo e marcaram gerações com seus rostos. Hoje, vamos focar nas grandes atrizes da Era de Ouro. Nada melhor do que relembrar a carreira dessas mulheres bonitas e talentosas, né?

Marilyn Monroe (1926-1962)

Conhece essa daí? Marilyn era extremamente talentosa: foi atriz, modelo, comediante e cantora. Ainda hoje é símbolo de sensualidade e um grande ícone quando se trata de cultura pop. Mas a queridinha não era só bonita, não.

Muitos se lembram dela apenas como o grande ícone de beleza do século XX, mas a verdade é que Marilyn foi uma das mentes mais estratégicas e corajosas de Hollywood. Em uma época em que o Studio System controlava e silenciava as atrizes, ela peitou os executivos da 20th Century Fox, exigiu salários iguais aos dos atores masculinos (incluindo Frank Sinatra) e fundou sua própria produtora (Marilyn Monroe Productions), sendo nada mais, nada menos do que a segunda mulher na história dos EUA a ter uma empresa de produção cinematográfica.

Marilyn também usava sua visibilidade para quebrar barreiras sociais. Quando o maior clube de jazz de Los Angeles se recusou a contratar Ella Fitzgerald por ser uma mulher negra, Marilyn ligou pessoalmente para o dono e prometeu reservar a mesa da frente todas as noites se deixassem Ella cantar. O resultado? A carreira de Ella mudou de patamar, e as duas se tornaram grandes amigas. Monroe lia literatura clássica, estudava política e lutou a vida toda para ser respeitada pelo seu intelecto, não apenas pela sua aparência.

Poderia fazer um post só sobre a vida e a carreira da senhora Monroe. Ela sim tem história pra contar, sejam elas boas ou ruins! Tudo o que ela tocava virava ouro e, até hoje, seu nome está na boca do povo.

Sabia que Elton John escreveu “Candle in the Wind” em homenagem à atriz? Com certeza essa é uma das muitas músicas inspiradas em Marilyn. Eu mesma escreveria mil coisas sobre essa diva!

Quer conhecer um pouquinho mais da carreira dessa querida? Separamos alguns filmes que podem te interessar:

  • Os Homens Preferem as Loiras (1953)
  • O Príncipe e a Corista (1957)
  • O Inconformistas (1961) (Nota: o último filme concluído de Marilyn foi lançado em 1961; “Subida ao Céu” é um filme de Luis Buñuel de 1952).

Audrey Hepburn (1929-1993)

Nossa “bonequinha de luxo” foi muito mais do que um rostinho bonito: Audrey pode ser considerada uma grande ativista e humanitária. Sinto muito, Marilyn, mas meu coração pertence a uma morena!

A britânica morou na Holanda, onde estudava para ser bailarina. Porém, quando o país foi invadido pela Alemanha Nazista, a atriz começou a fazer apresentações de balé clandestinamente para ajudar a resistência, arrecadando dinheiro para judeus refugiados. Sua família foi abalada na época: seu irmão foi levado a um campo de concentração, enquanto seu tio foi morto em um movimento de resistência. A própria Audrey passou por um longo período de desnutrição.

Ela tinha uma relação de muito carinho com a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), agência que tem como foco proteger direitos e garantir o desenvolvimento seguro de crianças e adolescentes vulneráveis em todo o mundo. Audrey foi uma dessas jovens ajudadas pela organização.

Anos depois, em 1988, recebeu o título de Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF por seu constante trabalho humanitário. Em 1992, foi condecorada com a maior honraria civil dos Estados Unidos e ganhou até medalhinha (a Medalha Presidencial da Liberdade) das mãos do próprio presidente George H. W. Bush. Um ano depois, a atriz faleceu por conta de um câncer abdominal.

Poderia colocar uma lista enorme dos seus trabalhos como atriz ou como figura revolucionária, mas talvez essas listas não caibam nesta curta matéria. Então, assim como no exemplo anterior, vou colocar três filmes (além de Bonequinha de Luxo) para você conhecer um pouco mais o trabalho dessa mulher maravilhosa:

  • Sabrina (1954)
  • A Princesa e o Plebeu (1953)
  • Minha Bela Dama (1964)

Josephine Baker (1906-1975)

Se você achou a história da Audrey marcante, vai ficar ainda mais gag com a de Josephine Baker. Nascida nos Estados Unidos, mas consagrada na França, ela foi a primeira mulher negra a estrelar um grande filme (ZouZou, de 1934) e se tornou um ícone global da dança, da música e do cinema. Mas o trabalho nas telas era apenas uma parte do todo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Josephine recrutou a si mesma para a Resistência Francesa. Usando sua fama como disfarce para viajar pela Europa, ela transportava segredos militares e mapas de bunkers nazistas escritos em tinta invisível nas suas partituras de música e escondidos sob seu vestuário. Por sua afronta, recebeu as maiores honras militares da França. Anos depois, de volta aos EUA, foi a única mulher a discursar ao lado de Martin Luther King Jr. na histórica Marcha sobre Washington, em 1963.

Quer ver o talento dessa querida em ação? Anota aí:

  • ZouZou (1934)
  • Princesse Tam-Tam (1935)
  • Fausse Alerte (1940)

E aí, qual dessas divas é a sua preferida? Temos tantas mulheres inspiradoras que passaram por Hollywood… O legado delas continua vivíssimo. Conta pra gente nos comentários qual desses filmes você vai colocar na sua lista do final de semana!

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